Árvore genealógica de Jurandyr de Castro Pires Ferreira


avós
maternos
Marcelina Sianes Drummond + Frederico de Castro
MÃE
Marianna Sianes Drummond de Castro
1880 - Rio de Janeiro (RJ) † 1952 - Rio de Janeiro (RJ)
avós
paternos
Umbellina Antônia de Lima Castello Branco + José Pires Ferreira (neto) [3º]
PAI
Joaquim de Lima Pires Ferreira
1868 - Barras (PI) † 1958 - Rio de Janeiro (RJ)

IRMÃO(s)
Jurandyr de Castro Pires Ferreira
1900

Jurandyr de Castro Pires Ferreira
n. 1900 - Rio de Janeiro (RJ)
f. 1982 - Rio de Janeiro (RJ)
(idade: 82 anos)
 
CÔNJUGE(s)
Norat Meira Lima
1904 - Rio de Janeiro (RJ)


FILHO(s) de Jurandyr de Castro Pires Ferreira e Norat Meira Lima

Verbetes
11161 / Volume 2
Jurandyr de Castro Pires Ferreira;
11208 / Volume 2
JURANDYR DE CASTRO PIRES FERREIRA, n. 22.02.1900 no Rio de Janeiro, e + 03.05.1982 no Rio de Janeiro. Estudou no colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, colando graú como Engenheiro geólogo. Ainda estudante de engenharia, trabalhou na fiscalização do porto do Rio de Janeiro, sob a direção do engenheiro Toledo Lisboa. Posteriormente, trabalhou na construção da Estrada de Ferro Petrolina, BA, a Teresina, PI, ocasião em que projetou 600 Km de via férrea. Como engenheiro da Estrada de Ferro Central do Brasil, chefiou a construção do ramal de Lima Duarte e do ramal de Austin a Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Organizou e criou o Departamento Comercial da Central do Brasil, chegando a Chefe de Gabinete do Ministro da Viação. Nesta ocasião inaugurou em 1940, como representante do Ministro, a ponte que projetara em 1918, com 240 m de vão, para a Estrada de Ferro Petrolina a Teresina, a fim de realizar a sua articulação com as Estradas de Ferro que ia de Caxias a São Luís, no Maranhão, e a Sobral e Fortaleza, no Ceará. Como Deputado Federal, pelo Rio de Janeiro, fêz parte da Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados. Chegou a Diretor-Presidente da Estrada de Ferro Central do Brasil, no Governo do General Eurico Gaspar Dutra, onde deixou uma obra deveras forte. Em pouco tempo de exercício, tirou a Central do Brasil do regime de "deficits" para o de saldos. Alargou a bítola de centenas de quilometros de linhas, estabeleceu os controles centralizados do tráfego, realizou a obra de aproveitamento da energia na freagem, na Serra do Mar e, principalmente, realizou o sonho de tantas gerações que era a articulação da rêde sul do País com a do norte, ligando a Central do Brasil com o Leste Brasileiro. Jurandyr Pires Ferreira, para o rio Parnaíba, calculou nove barragens possíveis, em Bebedouro (de São Pedro), Curralinho, Riachão, Bôa Esperança, Carcurú, Queimadas, Várzea da Cruz, Canavieiras e Urubú, que produziriam tanta energia que, como num passe de mágica, aquela região passaria a ser uma das mais próeperas e mais importantes para a agricultura do País. Diga-se de passagem que a barragem da Bôa Esperança já se tornou uma realidade das mais impressionantes. No que serve de base a este trabalho, diz Jurandyr Pires, textualmente, que "Bôa Esperança será a redenção do Meio-Norte que, no quadro federativo da União, representa a zona mais pobre, embora rica potencialmente, tanto pelas qualidades de seu solo, quanto pelas reservas de minerais que possui". No Governo do Presidente Juscelino Kubitschek foi nomeado Presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1956-1961). Das dezenas de suas atividades como Presidente do I.B.G.E., criou e coordenou a Carta do Brasil ao Milhionésimo, Cérebro Eletrônico Univac; Censo; a Geografia Regional do Brasil; o Atlas do Brasil, e com tantos feitos, fixa-nos num que marca uma passagem, uma época. Foi aquela que inspirou a monumental, e a luminosa "Enciclopédia dos Municípios Brasileiros", que planejou e orientou com tanta sabedoria. Grandiosa obra, impressa e encadernada em trinta e seis volumes! A sua vida Acadêmica não foi menos brilhante: Professor Emérito, depois de ser Professor da Escola de Engenharia de Juíz de Fora, MG; Professor da Escola de Engenharia da UFRJ; e Professor da Faculdade de Economia da UFRJ. Presidente da Sociedade Brasileira de Geografia. Membro da Academia Guanabarina de Letras, ocupando a Cadeira de Euclides da Cunha (1969-1982). Após a revolução de 1930 esteve exilado em Lisboa, onde montou o primeiro jornal falado, irradiado na cidade, contra a ditadura de Getúlio Vargas; e nesta ocasião publicou o livro, "Abaixo as Máscaras" (1931). Foi membro da comissão nacional provisória da Esquerda Democrática (ED), organização constituída por intelectuais e políticos de tendências predominantemente socialistas, visando combater o regime do Estado Novo e o ditador Getúlio Vargas. Liderada por João Mangabeira e Hermes Lima, a ED surgiu publicamente em junho de 1945, ao apresentar seu apoio ao brigadeiro Eduardo Gomes, candidato da União Democrática Nacional (UDN) às eleições presidenciais de dezembro de 1945. Constituindo-se em partido político em agosto de 1946, a ED passaria a se denominar Partido Socialista Brasileiro (PSB) em agosto do ano seguinte. Com o fim do Estado Novo e a reconstitucionalização do país, Jurandyr Pires elegeu-se no pleito de dezembro de 1945 deputado à Assembléia Nacional Constituinte pelo Distrito Federal, na legenda da coligação formada pela ED e a UDN. Assumindo o mandato em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos constituintes. Dedicou-se aos temas econômicos, particularmente os relativos ao transporte e à produção, e, com a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário. Ainda em 1946, logo após o término dos trabalhos constituintes, entrou em dissidência com o seu partido, filiando-se ao Partido Social Democrático (PSD). Vice-presidente da Comissão de Transportes e membro da Comissão de Finanças, deixou a Câmara em agosto de 1950 para assumir a direção da Estrada de Ferro Central do Brasil. Elegeu-se suplente de deputado federal pelo Rio de Janeiro nos pleitos de outubro de 1950 e 1954, sempre ne legenda do PSD. No pleito de outubro de 1958 elegeu-se novamente suplente de deputado federal pelo Rio de Janeiro, dessa vez na legenda da Aliança Democrática Nacional, coligação integrada pelo Partido Republicano Trabalhista (PRT), o Partido Republicano (PR), o Partido Trabalhista Nacional (PTN), o Partido Libertador (PL), o PSB e o PSD. Assumiu uma cadeira na Câmara Federal em abril de 1962, pouco depois, deixava a vida parlamentar (Beloch, 1984:2768). Deixou vasta obra, entre elas encontramos: 01. Reguas para Cubação (1922) 02. Lições de Hidraulica (1925) 03. Snobismo Técnicos (1926) 04. Princípios Gerais de Higiene Hospitalar (1927) 05. Tendência de Estilos (1927) 06. Abaixo as Máscaras (1931) 07. A Dívida Externa e a Exportação de Minérios (1937) 08. Contribuição ao Estudo Teórico das Tarifas (1938) 09. Teoria Nacional das Tarifas (1939) 10. Tratamento de Mecânica Econômica (1940) 11. Derrocada dos Preconceitos (1942) 12. Psicologia dos Monumentos (1951) 13. Planejou e Orientou a redação e feitura da monumental obra "Enciclopédia dos Municípios Brasileiros" (36 Volumes) Jurandyr Pires Ferreira deixou tarefa penosa e árdua aos seus biógrafos. Sua vida quixotesca, por certo, tornou, mais difícil, a missão de quem quizer traçar-lhe o seu perfil, colocando-o no lugar que a história lhe reserva, sobretudo pela profunda diversidade de seu espiríto e temperamento. Jurandyr Pires foi um Mestre e Missionário, Cientista e Profeta, Engenheiro e Escritor, Taumaturgo, Poeta e Orador. Casou-se em 26.11.1925 no Rio de Janeiro com NORAT MEIRA LIMA, n. 28.01.1904 no Rio de Janeiro. Filha de Antonio Meira Lima (n. no Recife, PE, e + no Rio de Janeiro) e de Adelaide Cabral (n. na Paraíba, e + no Rio de Janeiro); neta materna de Antonio Cabral (n. na Paraíba, e + no Rio de Janeiro. Fez a Guerra do Paraguai, onde perdeu uma das pernas). Jurandyr de Castro Pires Ferreira e Norat Meira Lima foram pais de:

Anexos


CURRICULUM VITAE - Jurandyr de Castro PIres Ferreira



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Jurandyr de Castro Pires FerreiraDa esquerda para a direita: Jurandyr de Castro Pires Ferreira (11161_2, 11208_2), com sua filha Marilena Pires Ferreira (11210_2), seu pai, o senador Joaquim Pires de Lima Ferreira (11159_2), e seu neto materno Ricardo Pires Ferreira Vivacqua (11221_2, 11224_2); foto acervo Ricardo Pires Ferreira Vivacqua.
Jurandyr de Castro Pires FerreiraJurandyr de Castro Pires Ferreira [11208_2], quando Diretor do IBGE no Rio de Janeiro.
Maria José FranklinNesta foto do casamento de Maria José Franklin (Jô) [11211a_2] e de Dyrno Jurandyr Pires Ferreira [11211_2] os vemos entre seus pais. À esquerda da foto os pais da noiva: José Franklin dos Santos e Carmen Franklin. E à direita da foto os pais do noivo: Norat Meira Lima [11208a_2] e Jurandyr de Castro Pires Ferreira[11208_2]. Foto Acervo de Astrid Pires Ferreira Rua.
Jurandyr Pires Ferrera NetoVemos nesta foto Jurandyr Pires Ferreira Neto [11214_2] no colo de sua avó materna Carmen Franklin. Da esquerda para a direita vemos: Dyrno Jurandyr Pires Ferreira [11211_2] e José Franklin dos Santos. E da direita para a esquerda vemos: Maria José Franklin (Jô)[11211a_2], ao lado de seus sogros Jurandyr de Castro Pires Ferreira [11208_2] e Norat Meira Lima [11208a_2]. Foto Acervo de Astrid Pires Ferreira Rua.
Marilena Gopat PiresFotografia do casamento de Marilena Gopat Pires Ferreira [11220_2] com Attílio Geraldo Vivacqua [11220a], junto de seu cunhado Dyrno Jurandyr Pires Ferreira [11211_2] ao lado de sua futura esposa Maria José Franklin (Jô)[11211a_2] e finalmente em pé o pai da noiva Jurandyr de Castro Pires Ferreira [11208_2] e sentada entre todos a mãe da noiva Norat Meira Lima [11208a_2]. Foto Acervo de Astrid Pires Ferreira Rua.