Árvore genealógica de Ernesto Justiniano da Silva Freyre



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IRMÃO(s)

Ernesto Justiniano da Silva Freyre
n. 1812 - (PE)
f. 1896 - (PE)
 
CÔNJUGE(s)
Cleia Velloso
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FILHO(s)
 
VerbeteVol.Texto
331646
ERNESTO JUSTINIANO DA SILVA FREYRE - 2º BARÃO DE ITAMBÉ.
N. 1812 na Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Itambé, e f. 30.08.1896 no Engenho Paraíso, no município de Itambé, PE. Recebeu o título de 2º barão de "Itambé" em 08-03-1880, título oficialmente retificado para barão de "També". Tenente-Coronel da Guarda Nacional. 
Casou-se em 07.01.1839 com CLEIA VELLOSO (confome registro no livro de casamento da Freguesia de Nossa Senhora do Desterro, fl. 153. As testemunhas foram o seu irmão o cunhado do noivo. Deixaram onze filhos.
Irmão do Barão de Mamanguape, Flavio Clementino da Silva Freire (b. 13.03.1813 (com dois meses) na Freguesia de Nossa Senhora do Taipú, PB) (ou n. 21.08.1816 em Mamanguape, PB; e f. 26.08.1889). Advogado, formado no Recife em 1840. Deputado (1857-1864). Senador do Império, PB (1869-1889). Presidente na Paraíba. Casou-se com Carmen [...] (n. 01.03.1855, f. 13.09.1891). Poetisa.
Filho de João Luiz Freire (residiu em Itabaiana, depois passou a morar na Freguesia do Desterro. Foi agricultor e senhor do engenho Vindinha, no termo da Vila de Goiana. Participou da Revolução Pernambucana de 1817 (Martins, p. 204)) e de Maria Magdalena da Silva.
Neto paterno de Antonio Rogério Freire (Capitão da Companhia de Ordenanças da Vila do Pilar de Taipú. Participou da Revolução Pernambucana de 1817 (Martins, p. 204-205).
[Auler, 1963, p. 21; Barata, Cunha Bueno, t.1, v.2, p. 1224, 2074; Chermont de Miranda, v.7, p. 191; v.9, p. 170; Honorato, p. 67-8; Moya, v.3, p. 457; Rheingantz, p. 18, 58; Vasconcellos, p. 209]
Dados disponibilizados por Pedro Auler em janeiro de 2017.
Ernesto Justiniano da Silva Freire e Clea Velloso foram pais de:
45631-
ERNESTO JUSTINIANO DA SILVA FREYRE - 2º BARÃO DE ITAMBÉ.
Irmão de Flavio Clementino da Silva Freire, o Barão de Mamanguape. Filho de João Luiz Freire e Maria Magdalena da Silva e neto de Antonio Rogerio Freire.
João Luiz Freire foi um dos paraibanos que participou da Revolução de 1817, sendo acusado do crime de lesa-majestade por ter sido um dos cabeças dos patriotas em Itabaiana. Na defesa, se qualificou como agricultor e senhor do engenho Vindinha, no termo da vila de Goiana, comarca de Olinda, Capitania de Pernambuco, contrariamente à acusação que o considerava morador de Itabaiana. Disse que desde 1814 deixou Itabaiana e passou a morar na freguesia do Desterro, termo da vila de Goiana (depois Itambé). Afirmou que em 10/03/1817 foi à feira em Itabaiana e se viu envolvido na agitação e que desejando se retirar foi impedido pelo povo. E que foi obrigado a seguir para a vila do Pilar, onde ficou na casa do irmão Antonio Rogerio Freire e que ainda foi obrigado a continuar a marcha para a cidade da Paraíba, onde chego u em 15/03/1817. Com a ordem de dispersão recolheu-se a sua casa em 16/03/1817. Teve os bens sequestrados e foi perseguido na Paraíba por alta traição, mas nunca foi encontrado até ser preso em 06/02/1818, na casa do cônsul americano no Recife, onde disse que estava há 3 dias. No Juízo da Alçada: “Perguntado pelo nome, naturalidade, idade, estado e ofício? Respondeu na forma do costume.” Foi processado e remetido pela Alçada aos “cárceres da Bahia, onde penou até a redenção geral das cortes de Lisboa” em 1821. (Fontes: “Documentos Históricos – Revolução de 1817”, vol. CIII. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1954; e “Os Martires Pernambucanos”, Luso-Pernambucano (Padre Joaquim Dias Martins). Pernambuco: Typ. de F. C. de Lemos e Silva, 1853/1854. Antonio Rogerio Freire foi nomeado em 10/05/1803 Capitão da Companhia de Ordenanças do Distrito da Vila do Pilar de Taipu e foi um dos paraibanos que participou da Revolução de 1817, sendo, como patriota, designado Capitão Comandante das Ordenanças pelo Governo Provisório da Província da Paraíba. Foi preso na capitania da Paraíba em 20/05/1817 e remetido para o Recife em 17/06/1817, ficando preso na fortaleza das Cinco Pontas pelo crime de lesa-majestade. (Fontes: Arquivo Histórico Ultramarino e “Documentos Históricos – Revolução de 1817”, vol. CIII. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1954). Antonio Rogerio Freire (o moço ou Junior) assentou praça conduzido pelo pai. Preso em 06/02/1818, na casa do cônsul americano no Recife, disse ser escrevente de um cartório. (Fonte: “Documentos Históricos – Revolução de 1817”, vol. CIII. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1954).
 
Transcrição: “Freire 1º (Antonio Rogerio) paraibano de 1817; a causa da liberdade pernambucana, quando proclamada na Paraíba, fez serviços tão importantes, que lhe mereceram a raiva, e vingança dos tiranos; por eles foi acusado, preso, processado e remetido pela Alçada aos cárceres da Bahia, donde saiu na redenção geral das cortes de Lisboa, em 1821.”
“Freire 3º (João Luiz) paraibano de 1817; era natural, e morador na freguesia de Itabaiana; foi este o primeiro lugar da Paraíba, que em 14 de março proclamou a liberdade pernambucana, sendo Freire um dos principais motores: é verdade, que por aí mesmo começou a Liberdade a ser oprimida pelo exército dos rebeldes, capitaneados pelo traidor Padre Manoel Lourenço: mas, o nosso Freire jamais capitulou com os tiranos, pelo que foi preso, e sepultado nos cárceres da Bahia, onde penou até a redenção geral das cortes de Lisboa.
” Freire 5º (Antonio Rogerio) paraibano de 1817: era morador na vila do Pilar do Taipu, e nela escrivão da Câmara, quando o Padre Antonio Pereira – vid. Albuquerque 1º - e Ignacio Leopoldo – vid. Maranhão 8º - proclamaram naquela vila a liberdade pernambucana: a eles se reuniu com entusiasmo; registrou nos livros da Câmara a ata da revolução, e acompanhou o exército auxiliador, que foi a libertar a capital; estes, e muitos outros serviços o fizeram réu de lesa majestade, perante os tiranos que assassinarão a Liberdade: foi preso por conseguinte, remetido à Alçada, e por esta sepultado nos cárceres da Bahia, onde brevemente faleceu.
 
“Os Mártires Pernambucanos”, Luso-Pernambucano (Padre Joaquim Dias Martins). Pernambuco: Typ. de F. C. de Lemos e Silva, 1853/1854.
 
Dados disponibilizados por Pedro Auler, Santa Teresa - Rio de Janeiro, março de 2017.

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